Yoga, Tai-Chi-Chuan e Acupuntura. O crente pode praticar?

Yoga, Tai-Chi-Chuan e Acupuntura. O crente pode praticar?

Minha posição é que tais práticas não são compatíveis com a fé cristã!

Conforme vocês lerão, apesar de opiniões divergentes, mas não temos como negar o cerne espiritual e místico dessas práticas, um verdadeiro sincretismo entre atividade física e rituais religiosos hindus. Se você que estou exagerando, leia a opinião de algumas das maiores autoridades nesses rituais que se tornaram moda no mundo ocidental.

“Uma pessoa em uma cadeira de rodas pode fazer ioga tão bem quanto eu. O trabalho é espiritual. Ao fazer um asana, o iogue deve respirar pensando em seu eu-divino e oferecer a Deus o que estiver fazendo. Por isso, o asana tem que ser perfeito, pois é um exercício de devoção. A finalidade principal de um ásana é sempre de natureza mental. Vencendo a inquietude e a fragilidade da mente, facilitam a concentração criando condições de administrá-la. No entanto, as conseqüências benéficas sobre o corpo não são menos profundas. No psíquico como no físico, os ásanas melhoram os que os praticam.” (Prof. Hermógenes)

“O Yôga não visa  resolver as mazelas do trivial diário, mas sim a grande equação cósmica da evolução. Nele estamos conectados com o divino.” (Mestre DeRose)

“A meta última da prática de yoga é ver o Senhor dentro de si, quem é consciente de Krsna (Krisna) já é o melhor dos yogis. Esta é a maneira de deixar os sentidos sob completo controle. Aliás, esta é a mais elevada perfeição da prática de yoga.” (Bhaktivedanta Swami Prabhupada)

“Não existe hinduísmo sem yoga e não existe yoga sem hinduísmo.” (Rabi R. Maharaj, ex-hindu convertido)
“Criada há cerca de cinco mil anos no lugar onde hoje é a Índia, a ioga é uma filosofia de vida (leia mais no quadro à pág. 107). Seu princípio fundamental é o de facilitar a conexão do corpo com a mente, entendidos como uma coisa única, indissociável. Não é por outra razão que, em sânscrito, a língua usada em rituais do hinduísmo, a palavra ioga remete ao significado de atrelar. Para que isso seja possível, ela se apoia em recursos como a meditação, a respiração profunda e a execução dos ásanas, posturas corporais inspiradas em animais ou em outras referências da natureza.” (Revista IstoÉ)

“Na atual onda de popularidade que o Yoga está vivendo, constatamos com facilidade que uma grande ênfase é dada à prática dos asanas, em detrimento do real objetivo, que é moka. É preciso ter muita consciência e saber exatamente o que se busca ao fazer ?sana, e para que se pratica. Se não for assim, corre-se o risco de que o ego cresça em proporção direta ao aumento da flexibilidade. palavra corpo, em sânscrito, se diz shar?ra, que vem do radical shri, ‘desintegrar-se’, ou seja, ‘aquilo que decai’. Então por que o apego a algo que irá inevitavelmente desintegrar-se? Vaidade?” (Prof. Pedro Kupfer)

“Dentro do conhecimento cristão que eu já tinha adquirido, sabia que o Yoga estava de baixo de uma autoridade maligna, metade dele é filosófico e metade é prático. Então, quando você se refere à prática, ela não tem contaminação nenhuma, porque é uma atividade… Querendo ou não esta prática está vinculada a uma doutrina, quando não há uma divindade por trás, há uma filosofia humana, ateísta, de não acreditar num Deus, do ser humano ser o seu próprio “deus”; ou ligada a uma forma de ver Jesus Cristo com mais religiosidade e dentro de um contexto onde tudo é liberado como “todos os caminhos levam a Deus pai. Não havia nada verdadeiramente cristão [que apresentasse Jesus Cristo como único caminho] e quando eu comecei com o projeto dentro do ministério, eu queria que uma igreja cobrisse o trabalho e resgatasse o Yoga. Que o corpo de Cristo, a partir daquele momento, declarasse que o Yoga estava de baixo de cobertura.” (Áurea Camargo, site Guia-me)

Acrescentei aqui a opinião da própria professora Áurea, que participou comigo num debate sobre o tema no programa de TV “Vejam Só”, como prova que ela admite que a Yoga é mística na sua origem, embora hoje ela acredite ser possível dessacralizá-la desse caráter religioso. A entrevista foi dada ao site Guia-me, e vc pode ler na íntegra aqui).

Acontece que  poucos crentes hoje se importam com argumentações lógicas, documentais e à luz da Palavra de Deus. São pessoas que preferem viver segundo sua consciência, creditando a ela toda a verdade. São irmãos que pensam no resultado apenas. É mais ou menos aquela filosofia secular que diz: “Se funciona eu posso usar”.

Desde a década de 50, estamos sendo bombardeados por uma influência do movimento missionário de religiões orientais no Brasil: são eles budistas, hare-krishnas, hindus, meditação transcendental, medicina holística, e tudo isso potencializado pelos meios de comunicação e entretenimento. Mas vale lembrar, que em nome dos benefícios físicos, NÃO vale qualquer coisa. Temos que tomar cuidado com os limites da contextualização, que pode nos levar a cair no perigo do sincretismo e do paganismo (2Co 6.17).

Devemos compreender que a “Queda”, afetou profundamente toda raça humana, e em todas as culturas há coisas profanas criadas por Satanás, nenhuma cultura é pura e inocente que não seja necessário sua redenção. (Rm 3.23 / Ef 2.1-3). Deus mesmo separou Israel das nações pagãs (Gn 12.1,2 / Ex 19.5 / Lv 20.23,26) e das suas práticas. E o mesmo vale para a Igreja que também é um povo eleito e separado (Ef 5.8,11 / Hb 12.1 / 1Pe 2.9)

Biblicamente falando, só há três maneiras de meditação, e que de acordo com o contexto bíblico judaico/cristão, são: 1° Na Sua Palavra (Sl 1.2); na Sua obra (Sl 63.6) e na própria pessoa de Deus (Sl 143.5). Nunca no “nada”, nunca no “EU” humano, num devemos esvaziar a nossa mente, em conexão com a natureza!  Mesmo com os testemunhos de resultados positivos de muitas pessoas, convêm lembrar que os chamados mapas de meridianos (canais) usados para equilibrar as energias, baseiam-se em conceitos/revelações religiosas do taoismo chines, como os cinco elementos, o tao (equilíbrio entre yin e yang), o fluxo de chi (a grosso modo traduzido como energia vital) e xué (a grosso modo traduzido como sangue), zang (traduzido como órgão por inexistência de palavra adequada) e fu (literalmente oco, mas geralmente traduzido como víscera).

Dai surge outra pergunta: Que energias são essas? Segundo a medicina chinesa, são memórias energéticas provenientes dos antepassados, do universo, dos alimentos, do ar, dos seres vivos, etc. Será? Quer arriscar sua comunhão com Deus e se colocar em comunhão com satanás? Que é o Deus desse século, a antiga serpente, e que cujo papel é enganar e distrair a nossa mente, fixando-a em qualquer coisa, para que possa nos devorar.

O que fazer então? Você está doente? Procure um médico especialista, cuide de sua alimentação e faça atividades físicas regulares.  E também, siga a orientação do apóstolo Tiago: “Está alguém doente? chame os presbíteros da igreja; e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor.” (Tg 5.14)

 

SAIBA MAIS: Veja a não unanimidade da classe científica sobre o tema :http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd1004201101.htm

 

JAMIERSON OLIVEIRA – pastor titular e teólogo

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