A graça de Deus sobre o cego de nascença.

A graça de Deus sobre o cego de nascença.

“– Alguns dias depois que ela discutiu comigo, me humilhou, me agrediu com palavras, Deus pesou a mão sobre ela tirando a vida de um de seus parentes, porque o Senhor zela por mim, sua filha!”

Estas foram palavras proferidas por uma colega de trabalho, irmã em Cristo (acreditem!) ao me relatar seu desentendimento com uma outra amiga.

Minha grande indagação: a pessoa que Deus teria recolhido – que diga-se de passagem, nada tem em haver com a discussão das meninas – não seria também um alvo de Seu imenso amor?

Minha grande conclusão: a irmã que com orgulho soltou estas pérolas a todo pulmão não tem noção nenhuma do que representa a graça e o amor de Deus.

Esperar sentenças como essa do homem sem Deus é até comum, pois este é intolerante e está sempre pronto para executar juízo. O incomum é vermos no nosso meio evangélico uma definição tão incoerente sobre o Deus da Bíblia.

João 9.1-12 nos dá uma visão adequada da pessoa de Jesus: cheio de graça e misericordioso, em oposição a um caráter condenador, opressor e vingativo do homem sem Deus. No referido texto podemos ver que a preocupação inicial dos discípulos não era com a condição de infortúnio do cego, mas qual a origem daquela cegueira. Isso não soa muito diferente da concepção de muitos de nossos irmãos, cujo cristianismo absorveu inadequadamente a “lei da semeadura”, o famoso “plantar e colher”.

Nos versos de 3 a 5, Jesus corrige essa idéia humana em que a cegueira do filho era fruto dos pecados dos pais, o que sem dúvida é uma afronta ao caráter amoroso de Deus! Através daquele cego, Jesus estava ensinando que o seu evangelho sempre aponta para o projeto eterno de salvação da humanidade.

Ou seja, uma doença ou qualquer outra desventura não pode ser denunciada prontamente como resultado ou o impacto de um pecado, mas devemos enxergar tudo como pano de fundo da manifestação da benção de Deus.

ALEXANDRE DOMINGUES – diácono e líder do ministério de ensino

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